domingo, 17 de janeiro de 2010

Pantanal é opção para turista conhecer fauna brasileira

Uma parte bastante considerável da fauna brasileira pode ser conferida por turistas no Pantanal. O “paraíso ecológico” é citado pela Folha de São Paulo como tradicional destino ecoturístico que, quase nunca deixa a desejar.

Conforme matéria publicada na Folha, ir ao Pantanal virou expedição de turista. Está mais acessível explorar a planície de 210 mil km2 que se espalha por três países e abriga, entre outros bichos, mais de 650 espécies de aves.

Próximo a Miranda, é possível ver um dos fenômenos mais bonitos da área: a peregrinação dos papagaios-verdadeiros.

Ameaçado de extinção devido ao tráfico ilegal e à predação natural, o conhecido louro de penas verdes no corpo e amarelas ao redor dos olhos não tem vida fácil no seu habitat. Só no ano passado, a polícia apreendeu 788 filhotes que seriam comercializados.

Em entrevista aos jornalistas Gustavo Fioratti e Fernando Masini, a coordenadora do projeto Papagaio-Verdadeiro, Gláucia Seixas, explica que quando o sol cai, todas as aves voam ao mesmo lugar. “Fico aqui uns 40 minutos rastreando com os olhos e fazendo a contagem”, conta ela, que por noite costumam chegar ao local de 800 a 1,5 mil papagaios.

Outro projeto bastante difundido na região é o Arara-Azul, que neste ano completou 20 anos e cuja sede também fica no Pantanal, a 220 quilômetros de Campo Grande.

Idealizado em 1989 pela bióloga e pesquisadora da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), Neiva Guedes, o projeto foi desenvolvido em virtude da extinção das aves, que eram ameaçadas.

Desde então, a população da espécie aumentou de 1.500 para 5.000 em quase duas décadas. Hoje, a ave faz parte da paisagem do Pantanal e pode ser vista aos montes no alto do manduvi, sua árvore preferida como abrigo.

O projeto Arara Azul compreende o acompanhamento das araras na natureza, o monitoramento de ninhos naturais e artificiais numa área de mais de 400 mil hectares além do trabalho, em conjunto com proprietários locais, visando à conservação da espécie.

Jacarés - Para quem gosta de chegar pertinho dos jacarés, o melhor ponto fica na ponte do Paizinho, onde os répteis que são a cara do Pantanal se aglomeram para tomar banho de sol. Na companhia de um guia, dá para descer sob a ponte e observá-los saindo da água e se debruçando um sobre o outro, de acordo com a reportagem.

Outra opção para o turista que quer se encantar com a fauna brasileira é a Amazônia.



Uma parte bastante considerável da fauna brasileira pode ser conferida por turistas no Pantanal. O “paraíso ecológico” é citado pela Folha de São Paulo como tradicional destino ecoturístico que, quase nunca deixa a desejar.

Conforme matéria publicada na Folha, ir ao Pantanal virou expedição de turista. Está mais acessível explorar a planície de 210 mil km2 que se espalha por três países e abriga, entre outros bichos, mais de 650 espécies de aves.

Próximo a Miranda, é possível ver um dos fenômenos mais bonitos da área: a peregrinação dos papagaios-verdadeiros.

Ameaçado de extinção devido ao tráfico ilegal e à predação natural, o conhecido louro de penas verdes no corpo e amarelas ao redor dos olhos não tem vida fácil no seu habitat. Só no ano passado, a polícia apreendeu 788 filhotes que seriam comercializados.

Em entrevista aos jornalistas Gustavo Fioratti e Fernando Masini, a coordenadora do projeto Papagaio-Verdadeiro, Gláucia Seixas, explica que quando o sol cai, todas as aves voam ao mesmo lugar. “Fico aqui uns 40 minutos rastreando com os olhos e fazendo a contagem”, conta ela, que por noite costumam chegar ao local de 800 a 1,5 mil papagaios.

Outro projeto bastante difundido na região é o Arara-Azul, que neste ano completou 20 anos e cuja sede também fica no Pantanal, a 220 quilômetros de Campo Grande.

Idealizado em 1989 pela bióloga e pesquisadora da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), Neiva Guedes, o projeto foi desenvolvido em virtude da extinção das aves, que eram ameaçadas.

Desde então, a população da espécie aumentou de 1.500 para 5.000 em quase duas décadas. Hoje, a ave faz parte da paisagem do Pantanal e pode ser vista aos montes no alto do manduvi, sua árvore preferida como abrigo.

O projeto Arara Azul compreende o acompanhamento das araras na natureza, o monitoramento de ninhos naturais e artificiais numa área de mais de 400 mil hectares além do trabalho, em conjunto com proprietários locais, visando à conservação da espécie.

Jacarés - Para quem gosta de chegar pertinho dos jacarés, o melhor ponto fica na ponte do Paizinho, onde os répteis que são a cara do Pantanal se aglomeram para tomar banho de sol. Na companhia de um guia, dá para descer sob a ponte e observá-los saindo da água e se debruçando um sobre o outro, de acordo com a reportagem.

Outra opção para o turista que quer se encantar com a fauna brasileira é a Amazônia.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Bioma Pantanal é destaque no Bom dia Brasil


09/12/09 -

O Pantanal foi tema de reportagem para a série Biomas do Brasil. A planície pantaneira encerrou o conjunto de matérias jornalistísticas que compuseram a série que foi ao ar por uma semana, no jornal Bom dia Brasil, da emissora Globo, todas as manhãs com produções sobre todos os biomas brasileiros.

Hoje foi a vez do bioma Pantanal, que, por sua localização geográfica é de particular relevância, uma vez que representa o elo de ligação entre o Cerrado ( no Brasil Central), o Chaco (na Bolívia), e a região Amazônica, ao Norte, identificando-se, aproximadamente, com a bacia do alto Paraguai.

Como área de transição, a região do Pantanal ostenta um mosaico de ecossistemas terrestres, com afinidades, sobretudo, com os Cerrados e, em parte, com a floresta Amazônica, além de ecossistemas aquáticos e semi-aquáticos, interdependentes em maior ou menor grau.

No site G1 você pode acompanhar como foi o trabalho dos profissionais sul-matogrossenses envolvidos nesta reportagem. Jornalistas e operadores de câmera comentam as dificuldades do trabalho na região.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em homenagem aos índios do Pantanal, Almir Sater canta 'Kikiô'


Jacqueline Lopes


O músico sul-mato-grossense Almir Sater fez um show no dia 7 de outubro no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília (DF). Na capital federal cantou Kikiô (*) em homenagem ao povo nativo do Pantanal.

O gerente do memorial, Marcos Terena em seu blog disse que ao menos 1.200 pessoas acompanharam o espetáculo ‘enquanto a lua crescia sobre o céu do Planalto Central’.

A repercussão do encontro de Marcos Terena com Almir Sater ganha uma simbologia por unir o produtor rural, o índio e a preocupação com o desenvolvimento sustentável tanto propagado pelos organismos internacionais.

Segundo o vice-presidente da ONG Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena e membro da Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal, Lísio Lili, o músico já demonstrou em entrevistas o respeito pelos povos nativos.

Sater tem propriedades rurais dentro do Pantanal e assim como Marcos Terena nasceu na região.

Em Brasília,l Terena busca o apoio do artista para que índios e pantaneiros estejam unidos nas políticas de meio ambiente e pela demarcação.

No dia 27 de agosto, o músico e pecuarista Almir Sater, filiou-se a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) e no ato, disse ao Midiamax que o governo precisa apoiar os indígenas.

“O Brasil inteiro era dos índios, assim como eles [os índios] não gostaram que suas terras fossem tomadas, os produtores rurais também não gostariam que isto acontecesse”, disse o músico durante o ato de filiação.

“Tenho respeito pelos nossos irmãos [índios]. Tivemos sorte em comprar ou herdar nossas terras, mas sei que tem trabalhador sem terra melhor do que nós. Respeito a todos eles”.

Música Kikiô

Kikiô nasceu no centro

Entre montanhas e o mar

Kikiô viu tudo lindo

Tudo índio por aqui

Índio América, teus filhos

Foi Tupi, foi Guarani

Kikiô morreu feliz

Deixando a terra para os dois

Guarani foi pro sul,

Tupi pro norte

E formaram suas tribos

Cada um em seu lugar

Vez em quando se encontravam

Pelos rios da América

E lutavam juntos contra o branco

Em busca de servidão

E sofreram tantas dores

Acuados no sertão

Tupi entrou no Amazonas

Guarani ainda chama

Kikiô na lua cheia

Quer Tupi, quer Guarani

Kikiô na lua cheia

Quer Tupi, quer Guarani

Kikiô na lua cheia

Quer Tupi, quer Guarani

Alessandra de Souza

Kikiôooooooo

sábado, 29 de agosto de 2009

Cineasta prepara documentário sobre o Pantanal de MS

"Não tenho a intenção de fazer um filme científico, tampouco dentro dos clichês de proteção à natureza ou algo do gênero. Mas não posso prescindir de tomar como base a visão que os pesquisadores da Embrapa têm do Pantanal". Essa é a opinião do cineasta gaúcho radicado no Pantanal, Maurício Copetti. Na última semana, ele visitou a Embrapa Pantanal, sediada em Corumbá, para conversar com diversos pesquisadores. O objetivo é coletar informações iniciais sobre as linhas de pesquisa, as peculiaridades socioambientais da região e a própria visão dos cientistas sobre um dos mais importantes biomas do mundo. Tudo servirá de suporte para um documentário sobre o Pantanal, que ele começará a produzir em setembro.

Em conversas filmadas com pesquisadores de diversas linhas, como fauna, pesca, vegetação, mudanças climáticas e sociologia rural, Copetti procurou construir uma visão ampla da região, mais voltada para a sua relação com o homem pantaneiro do que com os limites políticos e geográficos. "A ideia é mostrar, com uma forte narrativa visual, a evolução da região desde suas primeiras eras geológicas até a ocupação pelo homem. A visão dos pesquisadores é muito importante para construir esse 'todo'", disse Maurício. Ele é diretor, entre outros, do premiado curta-metragem "Nanquim", que tem no elenco a atriz Bianca Machado.

Perguntado pelo cineasta sobre o que o Pantanal representa para ele, o pesquisador Ivan Bergier, especializado em mudanças climáticas, respondeu: "Muito mais que um objeto de estudo, o Pantanal é para mim uma grande fonte de inspiração." Com informações da assessoria de imprensa da Embrapa Pantanal.

Fonte: MidiaMax News

sábado, 20 de junho de 2009

4ª Cavalgada no Pantanal acontece em julho em MS


ta-feira, 19 de Junho de 2009 | 08:15Hs



Campo Grande (MS) - De 23 a 26 de julho de 2009, você e sua família estão convidados a fazer um passeio inesquecível em total sintonia com a natureza. É a 4ª Cavalgada no Pantanal e 1º Simpósio de Pecuária Orgânica que vão proporcionar quatro dias inesquecíveis a você, sua família e amigos. Uma ótima oportunidade para relaxar, se divertir e fortalecer os laços de amizade em pleno Pantanal sul-mato-grossense, com toda a hospitalidade do homem pantaneiro.

Em meio à exuberante fauna e flora da maior planície alagável do mundo, os participantes atravessarão corixos, vazantes, rios e matas nativas deste santuário ecológico. Conhecerão ainda a cultura e a culinária pantaneiras com bailes e cafés da manhã típicos da região.

Ao longo da programação, haverá ainda palestras de pecuária orgânica com grandes pesquisadores do tema, como Dra. Silvia M. de Q. Caleman, da USP; Dr. Antônio Márcio Buainain, da Unicamp; e Dr. André Steffens de Moraes, da Embrapa Pantanal.

Para o presidente da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica, Leonardo Leite de Barros, o evento já faz parte da tradição regional: “É uma oportunidade para as pessoas do meio urbano, tanto os sul-mato-grossenses quanto os turistas, conhecerem a cultura e a forma de vida peculiar do homem pantaneiro”.

Ele ressalta ainda que a característica da cavalgada é a relação “homem e cavalo”, este último um instrumento de trabalho no pantanal: “É uma relação bem definida, onde as pessoas, além desse contato com os animais e com as belezas cênicas da região, poderão interagir com empresários, trabalhadores rurais, enfim, gente de todos os segmentos da sociedade que participarão”.

“Além de todo esse conhecimento, os participantes vão se inteirar sobre a certificação do gado orgânico, processo organizado por um grupo de produtores através da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica e conhecer uma fazenda devidamente certificada”, finaliza Leonardo.

O evento é uma realização da Associação dos Criadores do Cavalo Pantaneiro do MS (ACCP MS) e Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO Pantanal Orgânico), com patrocínio da Real H, WWF Brasil e Embrapa Pantanal, e apoio da Acrissul, UPPAN, União dos Pantaneiros da Nhecolândia, Sociedade de Defesa do Pantanal (Sodepan), AVRN, Escola de Qualificação Rural da UFMS, Gráfica Pontual e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

Serviço
4ª Cavalgada no Pantanal e 1º Simpósio de Pecuária Orgânica
De 23 a 26 de julho de 2009, na Fazenda Rancharia, no Pantanal da Nhecolândia

Informações e inscrições pelos fones (67) 3042 7427, 3042 7428 ou 9985 0292 ou pelo email cavalgadanopantanal@hotmail.com

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cheia do rio Paraguai pode ser a menor em 35 anos


Quarta-feira, 13 de Maio de 2009 | 10:29Hs

Alex Mello

O período das cheias no Pantanal pode ser o mais seco dos últimos 35 anos. A previsão é do pesquisador Ivan Bergier, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo a previsão da Embrapa, a altura máxima das águas do rio Paraguai, durante as cheias (entre maio e junho) deve ficar entre 2,7 e 3,3 metros. Se ficar próxima ao valor mais baixo, será semelhante ao registrado na seca prolongada, de 1964 a 1973, quando a altura máxima do rio ficou entre 1,1 (1971) e 2,7 metros (1965). Desde 1974, a altura havia permanecido entre 3 e 5 metros.

A previsão tem como referência a altura das águas do rio Paraguai na base naval da marinha, no município de Ladário, onde são realizadas medições desde 1990.

Apesar de ainda não sentirem os efeitos da estiagem, os fazendeiros da região já estão se preparando. "Sabemos que vai ser a maior seca dos últimos tempos", diz Ricardo Lins de Barros, diretor do Sindicato Rural de Corumbá (MS).

De acordo com Bergier, ainda é cedo para falar em tendência de uma seca prolongada ou para especular as causas do fenômeno. Não há relações provadas, por exemplo, com influência do El Niño ou La Niña. Bergier também trabalha com a possibilidade de a seca ser consequência de uma oscilação atmosférica no Oceano Atlântico Norte que estaria "segurando" a umidade, mas admite que as causas ainda estão em especulação: "Sabemos que teve muita chuva na Amazônia, e essa chuva não chegou aqui por alguma razão".

O pesquisador explica que o período de chuvas na região é entre outubro e março, mas o efeito nas águas dos rios é percebido em meados de maio e junho - período mais seco. "A profundidade dos rios da região depende do volume de chuva nas cabeceiras, que ficam no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, na divisa com o Paraná." O baixo nível dos rios, portanto, é conseqüência da pouca chuva.

Incêndios:
Bergier chama atenção para alguns efeitos da seca que já podem ser sentidos, por exemplo, incêndios. "Algumas regiões do Pantanal, como a do rio Paraguai, já estão sofrendo com incêndios, o que é uma coisa rara nessa época do ano. Normalmente, elas acontecem no segundo semestre, período de seca. Mas este ano, em janeiro já teve incêndio".

O pesquisador observa que as previsões não significam que todo o Pantanal vai secar. "O quadro crítico é nas regiões do Paraguai, Abobral e Miranda."

Seca já atinge centro-sul do MS:
Se os efeitos da estiagem ainda são sutis no Pantanal, o quadro é diferente na região centro-sul do Estado. De acordo com a Defesa Civil estadual, desde o começo do ano, 9 municípios já entraram situação de emergência por causa da estiagem. Atualmente, apenas Deodápolis continua com o decreto, que vence no dia 20 deste mês.

Isso não quer dizer que o pior já passou. Outros municípios já entraram em contato com a Defesa Civil para orientações e devem assinar o decreto, como Amambai, Fátima do Sul, Itaquiraí, Sete Quedas, Glória de Dourados, Perenos e Antônio João, todos no sul do Estado, próximo à fronteira do Paraná.

Elisa Estronioli
Do UOL Notícias
Em São Paulo