domingo, 26 de dezembro de 2010

Salvo da extinção, cavalo pantaneiro é destaque para manejo do gado em grandes propriedades

ABr/EC
Reprodução, ABPO


O cavalo Pantaneiro foi salvo após ser ameaçado de extinção. Em 1972, a raça chegou a ter apenas 100 animais, mas hoje são mais de 10 mil cavalos registrados na Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP). Esse resultado deve-se ao trabalho dos produtores da região, em conjunto com as ações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que criou, em 1988, o Núcleo de Conservação da Embrapa Pantanal, em Corumbá (MS).
Na ocasião, Fantástico, Capricho e Carumbé, os primeiros cavalos Pantaneiros reprodutores (garanhões) do núcleo, juntaram-se a 20 potrancas de diversas fazendas do município de Poconé (MT). O cruzamento dos animais visava a preservar e difundir a diversidade genética da raça, que tem como principal função o manejo do gado, criado em grandes propriedades, com áreas em torno de 10 mil hectares.
O cavalo Pantaneiro também é utilizado como meio de transporte e adapta-se com facilidade às condições climáticas da região, como cheias e secas. “Os animais chegam a percorrer 60 quilômetros por dia, o que confirma a resistência às adversidades”, enfatiza o peão Vandir Dias da Silva, responsável pelo manejo do gado na Fazenda Nhumirim (MS).
As vantagens desses animais foram percebidas pelo produtor da fazenda Santa Maria II, José Benedito Boabaid, que investe há 83 anos no cavalo Pantaneiro. “Tenho 200 animais dessa raça, que lidam com o gado. Os funcionários usam os cavalos também para laçar os animais doentes e curar umbigos de bezerros que acabaram de nascer”, ressalta.
Resistência ao calor e exercício
Além dos estudos de caracterização da raça (genética, fenotípica, criação e funcional), a Embrapa preocupa-se em manter a diversidade genética do núcleo, por meio de programas de acasalamento. “Separamos rebanhos formados por dez éguas e um reprodutor, em função da análise do pedigree, e trocamos os machos a cada três anos”, explica a pesquisadora da Embrapa Pantanal Sandra Santos. A expectativa é que a empresa desenvolva, nos próximos anos, programas de seleção que também levem em consideração características de adaptação e funcionalidade.
A estagiária do Núcleo de Criação Gianni Aguiar da Silva, estudante de zootecnia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), acompanhou o teste de resistência de dez animais ao calor e ao exercício, durante cinco dias. O horário escolhido foi o mais quente (das 9h30 ao meio-dia) e os cavalos executaram passo normal, trote, trote comprido, galope e carreira.
“Nesse período, utilizamos o termógrafo para identificar a temperatura superficial, verificamos as taxas cardíacas e respiratórias e medimos a temperatura retal, antes e depois dos exercícios”, declara Gianni Silva.
Campeonatos e leilões
O cavalo Pantaneiro é utilizado, ainda, em exposições, campeonatos, leilões e julgamentos da raça. É nesse setor que investe o produtor do Haras Santa Bárbara, em Ladário (MS), João Francisco Pereira Lima. “Dos 42 animais que tenho nesta propriedade, o destaque é a égua Mercedita, de sete anos, que foi premiada em todos os campeonatos de que participou. Além disso, conquistou o título de grande campeã da raça, em que disputaram as vencedoras das categorias égua jovem, égua e sênior”, comemora Lima.
A égua Tantan, da Fazenda Santa Maria II (MS), já ganhou as provas de potra maior, em 2009, no município de Corumbá, e de égua jovem, em 2010, em Campo Grande. Quando participa de competições, permanece na baia do Parque de Exposições do Sindicato Rural de Corumbá.
“Recomendamos que, nesses casos, o animal chegue, no mínimo, 90 dias antes das disputas para ficar mais calmo, praticar uma hora de exercícios diários e receber alimentação balanceada com capim e ração rica em proteínas e carboidrato”, informa o veterinário e criador Joaquim Silva Júnior.
Dados do Centro de Criadores de Cavalo Pantaneiro de Corumbá apontam que, em 2009, foram leiloados 28 animais da raça no município. Nesse ano, a que teve o maior lance foi uma potra do Núcleo de Conservação da Embrapa Pantanal arrematada por R$ 36 mil. O maior lance obtido em leilões foi para a égua Herança da Promissão, comercializada por R$ 168 mil, em Cuiabá (MT).
Registro
Para o animal recém-nascido receber o documento provisório, é necessário que os pais tenham registro. No caso do definitivo, é imprescindível que o cavalo tenha idade mínima de três anos, possua características da raça pantaneira, como altura de, no mínimo, 1,40 metro (machos) e 1,35 metro (fêmeas), apresente andamento trote e proporções corporais equilibradas. (Kelly Beltrão, da ABr)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Novos neurônios são gerados até na idade adulta

Ciência Hoje

Sempre acreditamos que os neurônios, diferentemente das demais células do nosso corpo, não eram gerados na vida adulta, nem tinham a capacidade de se multiplicar ou se regenerar nesse período.

Estudos recentes, no entanto, constataram que novos neurônios são produzidos todos os dias, em áreas específicas do cérebro, em diversas espécies animais, inclusive em humanos.

Atualmente a neurogênese foi comprovada em duas estruturas do cérebro de pássaros, roedores, primatas e humanos: o bulbo olfatório - relacionado à percepção de odores - e o giro denteado do hipocampo - relacionado à formação de novas memórias e à regulação do comportamento emocional e da cognição.

OS ESTÍMULOS E OS INIBIDORES -

A geração de novos neurônios pode ser regulada por fatores ambientais, comportamentais e fisiológicos.

Substâncias que agem no sistema nervoso, exercícios físicos, exposição a novos ambientes e atividades que envolvam aprendizado e memória estimulam a neurogênese.

Ao contrário, estímulos estressantes (físicos ou psicológicos), processos inflamatórios, distúrbios do sono, consumo de drogas ou álcool e envelhecimento são os principais fatores que inibem o surgimento de novas células neurais.

Entre as substâncias que têm a propriedade de estimular a neurogênese no hipocampo estão a serotonina, considerada o principal dos mensageiros (neurotransmissores) que atuam no sistema nervoso, relacionada principalmente no controle do humor; e as neurotrofinas, proteínas da família dos hormônios de crescimento, responsáveis pela nutrição dos neurônios, garantindo sua sobrevivência.

A prática regular de exercícios físicos estimula a geração de novos neurônios, assim como manter a mente ocupada com tarefas que exigem memorização e aprendizado.

Ratos que se exercitavam diariamente na roda de corrida, ou que foram submetidos a modelos de treinamento de memória e aprendizado (como labirintos, por exemplo) apresentaram significante aumento da neurogênese quando comparados a animais do grupo-controle, que não vivenciaram esses modelos.

Além dos estresses físicos, psicológicos, processos inflamatórios e distúrbios de sono, o envelhecimento se configura como um dos mais potentes fatores de inibição da neurogênese.

Ratos de laboratório saudáveis, com expectativa de vida de dois anos, apresentam redução de cerca de 80% na formação de novos neurônios entre o sétimo e o décimo-segundo meses de idade.


Função dos novos neurônios

Muitos problemas cognitivos e comportamentais observados em indivíduos submetidos a estresse crônico ou a distúrbios do sono, em idosos e em usuários de drogas ou álcool podem estar em parte relacionados com a diminuição na geração de novos neurônios no hipocampo.

Exames de ressonância magnética reforçam essa teoria ao evidenciar que pacientes com depressão apresentam atrofia no hipocampo, quando comparados a pacientes saudáveis.

Por outro lado, o aumento da neurogênese poderia ser um componente essencial para a melhora de quadros de depressão e ansiedade.

Estudos em camundongos demonstraram que o aumento da formação de neurônios no hipocampo é fundamental para a observação dos efeitos clínicos do tratamento com antidepressivos.


Perspectivas da neurogênese

Considerando todos os problemas cognitivos e comportamentais possivelmente causados pela inibição da geração de novos neurônios no cérebro adulto, o principal desafio é encontrar meios para restaurar esse processo no hipocampo ou até aumentar as taxas básicas de formação neuronal.

Com os avanços da biologia molecular, talvez em um futuro não muito distante seja possível mapear e controlar toda a cascata de eventos responsável pela neurogênese em outras áreas encefálicas, além do hipocampo e do bulbo olfatório.

A indução da neurogênese em outras áreas do sistema nervoso central pode ser uma importante ferramenta para a recuperação de pacientes com doenças neurodegenerativas, como as de Parkinson ou de Alzheimer, ou que sofreram danos neurológicos decorrentes de derrames ou traumas cerebrais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Projeção do mercado para crescimento da economia em 2010 sobe para 7,61%

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a expansão do terceiro trimestre foi de 6,7%


A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano aumentou de 7,54% para 7,61%. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, consta do boletim Focus, divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central (BC).
Na última quinta, dia 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. No segundo trimestre, o crescimento havia sido de 1,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a expansão do terceiro trimestre foi de 6,7%. O PIB acumulado do ano teve um crescimento de 8,4% em relação ao dos três primeiros trimestres de 2009. No acumulado dos 12 meses, a economia cresceu 7,5%.
Para 2011, a projeção dos analistas para a expansão do PIB permanece em 4,5%, há 53 semanas.
Além da estimativa para o PIB, consta da pesquisa feita pelo BC a expectativa para a expansão da produção industrial, que passou de 10,70% para 10,67%, este ano, e de 5,30% para 5,35%, em 2011.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 40,50% para 40,60%, em 2010, e de 39,50% para 39,55%, em 2011.
A expectativa para a cotação do dólar passou de R$ 1,71 para R$ 1,70, ao final deste ano, e permaneceu em US$ 1,75, ao fim de 2011.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 16,24 bilhões para US$ 16,1 bilhões, este ano, e permaneceu em US$ 8 bilhões, em 2011.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) este ano, a estimativa foi mantida em US$ 50 bilhões. Para 2011, a projeção de déficit passou de US$ 68,8 bilhões para US$ 69,05 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permaneceu em US$ 30 bilhões, este ano. Para 2011, a projeção foi ajustada de US$ 37,5 bilhões para US$ 38 bilhões.

AGÊNCIA BRASIL

sábado, 4 de dezembro de 2010

Greve de controladores faz Espanha declarar estado de alerta

COMENTÁRIO DO PAINEL DE BLOGS DO CORONEL PAIM:

 

A crise dos "descontroladores" civís, fato recente entre nós, se repete agora na Espanha, ainda assim, nosso país pretende desmilitarizar o setor, o que, sem dúvida, reforçará o sindicato da categoria, aumentando o seu potencial desorganizador e, tornando o governo, os órgãos setoriais, a sociedade e usuários dos serviços aéreos, verdadeiros reféns desses profissionais, os quais preferem "atacar",  justamente nos períodos de fim de ano, de carnaval e datas de eventos importantes.

Ao mesmo tempo em o Ministério da Defesa da Espanha enquadram militarmente os controladores de vôos, o Brasil pretende entregar a tarefa aos próprios "descontroladores".

Enquanto na Espanha o Ministério da Defesa assume o controle de vôo, aqui no Brasil, absurdamente, se pretende retirar da Aeronáutica, essa atribuição.

É bom pensar que essa categoria tem potencial para  desorganizar o transporte aéreo  por ocasião da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas.

(Edson Paim Escreveu).

 

LEIA, A SEGUIR, AS TRÊS MATÉRIAS COMENTADAS: 

 

1) Greve de controladores faz Espanha declarar estado de alerta

Plantão | Publicada em 03/12/2010 às 23h33m
BBC

Passageiros aguardam no aeroporto em Madri: greve afetou 250 mil pessoas
O governo espanhol ordenou na noite desta sexta-feira que as Forças Armadas assumissem o controle do espaço aéreo do país, após cerca de 90% dos controladores terem entrado em greve.
Os principais aeroportos da Espanha - como Barajas, em Madri - foram militarizados depois que os funcionários não assumiram seus postos como forma de protestos por melhores salários.
A greve instaurou o caos nos aeroportos e já afeta mais de 250 mil passageiros, que tiveram seus voos adiados ou cancelamos.
Segundo o governo, o Ministério da Defesa controlará o tráfego aéreo até que os controladoras - que são civis - reassumissem o trabalho.
Entre as medidas aprovadas durante uma reunião de emergência estão o envio de 300 controladores militares às torres de controle e a abertura de aeroportos militares ao tráfego civil.
Jornada maior
No início do dia, o governo baixou um decreto determinando que os controladores passassem a ser subordinados ao Ministério da Defesa e que eles sejam examinados por médicos do órgão para comprovar faltas por doenças.
A norma também ampliou a jornada de trabalho de 1.200 horas anuais para 1670.
As cenas que se viam nos aeroportos espanhóis eram de confusão e revolta. Milhares de pessoas se aglomeravam nos balcões de companhias aéreas como Iberia, Ryanair e Easyjet.
'Os controladores estão conquistando o ódio dos espanhóis. Entendo que reivindiquem um direito delas, mas poderiam ter avisado e não ter deixado metade da Espanha irritada e sem férias', disse à BBC Francisco Mallo, de Madri, que tentava embarcar para Turquia com a esposa.
O governo afirmou que se os controladores não voltassem ao trabalho seriam acusados de delito grave.
O sindicato dos controladores explicou que a iniciativa não foi um protesto programado, mas sim algo espontâneo 'fruto do estresse no trabalho'.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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Após "estado de alerta", espaço aéreo da Espanha é reaberto

Turno da tarde começou normalmente. Mais cedo, os controladores começaram a voltar ao trabalho

iG São Paulo | 04/12/2010 14:03
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O espaço aéreo da Espanha foi reaberto neste sábado após a greve dos controladores de voo, informou a autoridade responsável pelos aeroportos. Segundo a Aena (Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea) informou em seu site, o turno da tarde começou normalmente. Mais cedo, os controladores começaram a voltar ao trabalho.
A expectativa é que o tráfego aéreo retorne ao normal entre 24 e 48 horas, disse o ministro do Trabalho, José Blanco. Antes, o governo socialista espanhol havia declarado estado de emergência e afirmou que os controladores que não voltassem ao trabalho estariam agindo fora da lei.
O Governo espanhol declarou "estado de alerta" no país devido à situação nos aeroportos pela paralisação dos controladores, obrigando o fechamento do espaço aéreo espanhol, atualmente sob controle militar.


Foto: Reuters
Passageiros aguardam neste sábado no aeroporto de Madri


Por conta do fechamento do espaço aéreo de Madri, Barcelona, ilhas Baleares e as Canárias, a Iberia cancelou todos os voos a partir do aeroporto de Madri-Barajas até as 6h no horário local de domingo (3h de Brasília) e pede aos passageiros que não se dirijam ao aeroporto.
O organismo aeroportuário espanhol (Aena) cogita a possibilidade de negociar com os controladores, que na sexta-feira cruzaram os braços depois de o Governo aprovar uma nova regulação do horário de trabalho, na volta à normalidade nos aeroportos.
Fontes do Ministério de Fomento, ao qual a Aena é ligada, indicaram à Agência Efe que "foram os controladores que saíram da mesa de negociação", e que até que não a situação "não se normalize não haverá nenhuma outra reunião".
A União Sindical de Controladores Aéreos (Usca) emitiu comunicado pedindo aos controladores que retornem ao trabalho.
Ao todo, 330 mil pessoas estariam afetadas pela paralisação dos controladores que semearam o caos nos aeroportos no início da sexta-feira.
(Com Reuters e EFE)

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Equipe de Dilma promete manter tripé da estabilidade

Abnor Gondim / Theo Carnier
 
BRASÍLIA - A nova equipe econômica, anunciada ontem pela presidente eleita Dilma Rousseff (PT), foi indicada com o compromisso de dar continuidade à política do governo de Lula, baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal.



O anúncio da equipe foi antecipado para "acalmar o mercado", de acordo com uma fonte da equipe de transição, em razão das declarações dadas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que só aceitaria continuar no cargo se continuasse com total autonomia. O anúncio completo está previsto para 15 de dezembro.



Os três indicados comprometeram-se, em entrevista coletiva, a controlar os gastos do governo e a manter a autonomia total do Banco Central. São eles: Alexandre Tombini, que assumirá o Banco Central; Miriam Belchior, que vai acumular a pasta de Planejamento com a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e Guido Mantega, que permanecerá no Ministério da Fazenda



O economista Tombini reúne características que o fazem admirado tanto pelo mercado financeiro quanto pela ala desenvolvimentista do governo de Lula. Ele declarou que sua missão é perseguir a meta de inflação.



Para eliminar dúvidas sobre a independência do BC na condução da política monetária, Tombini destacou, durante a entrevista, que Dilma assegurou-lhe autonomia operacional total na definição da taxa básica de juros para atingir as metas de inflação predeterminadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essas metas, 2011 e 2012 são de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.



"Eu tive longas e muito boas conversas com a presidente eleita e ela disse que o Banco Central sob a minha liderança deve continuar perseguindo a meta de inflação", afirmou. "Dilma me disse que, nesse regime, não há meia autonomia: é autonomia operacional total", afirmou.



Segundo o deputado Maurício Rands (PT-PE), Tombini se qualificou no próprio BC como economista, e como diretor bateu recordes. "Isso o qualifica a assumir a presidência", afirmou. Para ele não vai haver grandes mudanças. "O continuísmo é um bom motivo para manter o equilíbrio."



Miriam Belchior, engenheira com mestrado em Administração Pública pela FGV, disse que melhoraria os gastos públicos. "É possível fazer mais com menos, e é isso que vamos perseguir. Seremos parceiros permanentes do Ministério da Fazenda na busca da consolidação fiscal", afirmou.



Ela reconheceu a necessidade de canalizar recursos "sempre inferiores às necessidades" para as prioridades estabelecidas por Dilma para seu futuro governo: "erradicar miséria, melhorar educação, saúde, segurança, combater as drogas e melhorar infraestrutura para o País continuar crescendo", completou.



Belchior é ex-mulher de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, mas já não eram casados quando ele foi morto, em 2002. Durante as investigações, Belchior foi denunciada ao Ministério Público pelo irmão do ex-prefeito, João Francisco Daniel, que disse ter ouvido dela e de Gilberto Carvalho, ex-secretário municipal e atual chefe-de-gabinete da Presidência, a ocorrência de um desvio de R$ 1,2 milhão da prefeitura em benefício do PT. Carvalho e Belchior negaram as acusações.



O ministro Guido Mantega disse que vai continuar com a política de que o setor público irá gastar mais em momentos de crise e restringir as despesas em ciclos de crescimento.



"Com a crise mundial, o Estado teve de aumentar investimentos e subsídios para viabilizar a recuperação da economia brasileira. Agora que a crise foi superada, é momento de reduzir gastos", disse.



De acordo com Mantega, a contenção de gastos ocorrerá nas despesas de custeio (manutenção da máquina pública) e nos repasses do Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).



Ministeriáveis do PMDB



Atento à composição da nova equipe de governo, o PMDB já escalou a primeira lista de ministeriáveis. Ela é marcada principalmente, pela aspiração da bancada de deputados de ter pelo menos líderes e parlamentares na condição de ministeriáveis.



Dela fazem parte o ex-governador Moreira Franco, o senador Edison Lobão (PMDB-SP), o deputado Mendes Ribeiro (RS), e os deputado Wagner Rossi (atual ministro da Agricultura), Marcelo Castro (PI), Pedro Novaes (MA) e o senador eleito Eduardo Braga (AM). O vice-presidente eleito Michel Temer desistiu da ideia de ocupar a pasta da Defesa, como chegou a ser cotado.



"Dada a importância do partido na vitória de Dilma, acreditamos apenas em duas possibilidades, manter ou ampliar as pastas ministeriais, jamais diminuir", afirmou ao DCI o deputado Marcelo Castro.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Balança tem superávit de US$ 896 milhões na 2ª semana de novembro

No mês, a balança comercial acumula, até a segunda semana, superávit de US$ 1,325 bilhão

Rosana de Cassia, da Agência Estado
 
BRASÍLIA - A balança comercial registrou na segunda semana de novembro superávit de US$ 896 milhões.

As exportações no período somaram US$ 5,635 bilhões, com média diária de US$ 1,127 bilhão e as importações atingiram US$ 4,739 bilhões, com média diária de US$ 947,8 milhões.

No mês, a balança comercial acumula, até a segunda semana, superávit de US$ 1,325 bilhão. No ano, o superávit acumulado é de US$ 15,946 bilhões.

Às 15 horas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgará o detalhamento deste resultado.

Apesar do superávit da balança comercial de US$ 15,946 bilhões, de janeiro até agora, o resultado ainda é 29,2% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, na comparação pela média diária.

No acumulado de 2010 até a segunda semana de novembro, o resultado médio diário é de US$ 73,5 milhões.

Em 2009 foi de US$ 103,7 milhões. No ano, a média diária das exportações de US$ 793,3 milhões, é 30,7% maior do que a média de 2009.

Mas as importações, com resultado médio diário de US$ 719,8% registraram um crescimento maior, de 43% em relação ao ano passado.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O malfadado retôrno de Paulo Skaf na defesa dos 5% sobre os quais incididirá a nova CPMF e, inimigo dos 95% da população beneficiária com a sua adoção

Estadão, Paulo Skaf, o DEM e o empresariado são contra a CPMF, não pelo imposto em si, mas por causa do seu poder fiscalizador.

Estadão, ventríloquo de Paulo Scaff e, lídimo representante dos empresários, além do DEM (disseminador do ADN da UDN) e, de parlamentares cuja campanha foi financiada por empresas, não querem a volta da CPMF, não pelo mero aumento do imposto (irrisório), mas por causa de que facilita a  detecção dos sonegadores, além de dificultar o uso do Caixa 2.

Ao contrário de Paulo Skaf, o inimigo número 1 da CPMF (vide matéria abaixo), acredito que Dilma apoiará a volta dessa contribuição, acompanhando a maioria dos governadores progressistas e, em desacordo com os conservadores e retrógados (Edson Paim).

Leia a inusitada matéria:

Skaf: 'Não acredito que Dilma apoiará a CPMF'

08 de novembro de 2010 | 14h 38

DAIENE CARDOSO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, negou que tenha enviado um alerta à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), sobre a recriação da CPMF. Durante Convenção da Indústria Paulista, nesta manhã em São Paulo, ao comentar sobre a possível volta da CPMF, Skaf ameaçou "transformar o sonho de alguns em pesadelo".
Skaf disse que ainda não viu nenhuma manifestação de Dilma favorável ao retorno do tributo e sim declarações de governadores e parlamentares favoráveis a essa contribuição. "Não acredito que ela apoiará a CPMF, nem a CSS, nem qualquer tipo de imposto. Isso seria uma contradição com o que ela pregou durante a campanha", afirmou.
Skaf ressaltou que não tem críticas à presidente eleita e que seu recado foi direcionado a todos aqueles que defendem o retorno do tributo. "Ela (Dilma) não merece ter críticas, merece agora é apoio para promover a reforma tributária e assim o faremos", disse. "No momento eu penso que ela não tem esses sonhos não", complementou.
O representante dos empresários paulistas disse que se a ideia de recriar a CPMF prosperar no Congresso, a Fiesp voltará a mobilizar a sociedade contra o projeto, como fez quando os parlamentares derrubaram o imposto. "Vamos reagir fortemente", avisou. No entanto, ele acredita que a discussão não deve ir adiante porque a sociedade se opõe ao retorno da CPMF. "Acho que não vai ser preciso ir longe com essa história porque é absurdo pensar (no tema) num momento em que acabaram de sair das urnas. Todo mundo sabe muito bem que a sociedade diz não a qualquer nova contribuição."
Para Skaf, como todos conhecem o peso da carga tributária brasileira, ninguém assumirá o ônus de apoiar uma medida impopular. "Nenhum político gosta de ter um pesadelo logo no início de seu mandato", considerou.
Embora seja filiado ao PSB, partido do qual governadores eleitos manifestaram apoio à CPMF, Skaf disse que sua atuação vai além do partido. Segundo ele, muitos deles já começaram a mudar de opinião, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande. "O peso aí não é de um ou outro governador, o peso é da sociedade", avaliou.
Meirelles
Sobre a possibilidade de eventual saída de Henrique Meirelles do Banco Central no governo Dilma, Skaf não prevê sobressaltos. "A cultura do Banco Central não está na cabeça do Henrique Meirelles. O problema do BC do Brasil é que ele só se preocupa com a moeda", disse. "Ou se muda esse conceito do BC e ele passa a ter a responsabilidade de pensar de forma equilibrada com a moeda, com o desenvolvimento, com o emprego, ou tem de haver políticas para priorizar o desenvolvimento do País", completou.
Skaf lembrou que o País já conquistou a estabilidade econômica, mas que agora é preciso buscar o crescimento constante. "O País tem outros desafios. Não dá para ficar falando só em juros altos", afirmou.
Ele negou que o governo Lula entrará para a história por não ter feito as reformas necessárias ao País, principalmente porque o presidente é bem avaliado pela opinião pública. "Ele (Lula) acertou na maioria das coisas e errou em algumas, ou deixou de fazer outras."
O presidente da Fiesp destacou que as reformas são demandas que precisam de décadas para serem instituídas. "Ele vai ficar na memória como um bom presidente, não quer dizer que seja perfeito."