sábado, 22 de dezembro de 2007

Quase 17 toneladas de donativos arrecadados pela Fm Pan


Sábado, 22 de Dezembro de 2007 | 17:22Hs

Redação

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Brinquedos arrecadados pela campanha.

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Mais de 8 mil peças de roupas já foram arrecadadas.

A campanha solidariedade Sem Limite da Fm Pan, já está alcançando a marca de 17 toneladas, incluindo brinquedos, roupas e alimentos, isso tudo graças a participação da população que acreditou na importância desta iniciativa que busca amenizar a dor daquelas pessoas que estão passando por necessidades e se não fosse esta campanha não teria nem o que comer na noite de natal.

O que mais chama a atenção é que na maioria das vezes as doações chegam de pessoas carentes e humildes e que fazem questão de dar a sua parcela de colaboração, amenizando o sofrimento dos irmãos que estão passando fome.

A campanha termina amanhã domingo, e a equipe da Pan estará entregando as doações na segunda feira véspera de natal, já foram entregues mais 100 cesta básicas feitas a partir das doações, e já foram doados mais 1000 brinquedos para crianças carentes

http://www.fmpan.com.br/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Trem do Pantanal pode voltar em 2008, diz Puccinelli

19/12/07 -

O Trem do Pantanal, projeto da administração estadual anterior que não chegou a ser concretizado, poderá voltar aos trilhos em setembro de 2008. Na noite desta segunda-feira (17 de dezembro), o governador André Puccinelli (PMDB) assinou convênio com a ALL e uma empresa turística do Paraná, para que um trecho do trem turístico seja reativado no próximo ano. A informação foi divulgada durante ato no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, na qual a administração estadual anunciou o cronograma de ações previstos para 2008.

O documento foi assinado por Puccinelli, Sérgio Pedreiro (representante da América Latina Logística, concessionária do setor ferroviário) e Adônis Aires Arruda Filho, representante da Serra Verde, uma empresa de Curitiba/PR especializada no turismo ferroviário. O Trem do Pantanal utilizaria os trilhos da ALL e, em um primeiro momento, percorreria o trecho entre Porto Esperança e Corumbá - para depois ser expandido para outras cidades até Campo Grande, conforme o projeto original.

Em seu discurso, Puccinelli afirmou que o trem voltaria em setembro do próximo ano. Após usar a palavra, o músico Almir Sater subiu ao palco, afirmando que "o trem fazia parte da nossa história, e estamos vendo ele voltar". Em seguida, ele cantou a música "Trem do Pantanal" - de autoria de Paulo Simões e Geraldo Roca e que se tornou um "hino" do trem que, por anos, fez a ligação leste-oeste do Estado.

Fonte: Campo Grande News

domingo, 2 de dezembro de 2007

Homem Pantareiro

O homem pantaneiro que há mais de duzentos anos habita o Pantanal aprendeu a conviver, em harmonia com o "seu mundo "inundado, úmido ou seco".

Quando se fala de cultura pantaneira, não se pode deixar de mencionar além do ambiente natural em que vive, a diferença entre o pantaneiro, o peão e o fazendeiro, todos interligados e chegando mesmo a confundir-se, nos costumes hábitos e crenças.

Todos ligados a um conjunto econômico que configura as tendências culturais de um, em oposição a cultura mais requintada do fazendeiro, que valoriza uma tradição mais feudal, ou mesmo burguesa, que normalmente prefere viver no conforto da cidade, entre elas Campo Grande, Corumbá, ou Cuiabá, como também há os fazendeiros que preferem viver nas fazendas mantendo um alto padrão de vida.

Os peões, homens afeitos à vida rude do campo e à lida com o gado, gente de quase ou nenhuma alfabetização, vivem praticamente isolados nas fazendas, longe mesmo de parentes ou família. São diferentes do pantaneiros, em apenas alguns aspectos, como não mantendo moradia fixa, trabalhando de fazenda em fazenda, onde oferecer trabalho, e o aspecto parecido com o pantaneiro, está em nunca sair do pantanal; como a mão-de-obra em uma região isolada como o Pantanal é sempre bem vinda, sempre acham trabalho, como funcionários ou fazendo empreitadas.

Apesar dessa aparente liberdade, a vida do peão gera uma forte relação com o proprietário da fazenda, constituindo-se um elemento de confiança do patrão.

É um tipo típico da região - o peão do Pantanal difere dos outros pela indumentária necessária ao meio em que habita, região sujeita a alagação por ocasião das chuvas e pelos trasbordamento dos rios, que lhe dá uma rotina completamente diferenciada.

Nas fazendas o peão mora junto a sede, com relativo conforto, ou em locais afastados da sede chamados de retiros, onde muitas vezes habita em choupanas rústicas, cobertas de palha e chão de terra batida, e dorme em rede. Esses retiros afastados, são em conseqüências das fazendas serem muito extensas e a necessidade desses locais afastados para um melhor controle da criação.

Toda generalização, em relação a peões e fazendeiros, não pode abranger todo o seu universo, os níveis de vida variam muito de fazenda para fazenda e derivam da mentalidade de cada proprietário.

Sua principal tarefa consiste em conduzir o gado ante qualquer prenúncio de cheia, para os pontos mais elevados das pastagens, as "cordilheiras". Mesmo assim muito gado se perde.

A vida do peão está ligada estreitamente a natureza, ao mundo ao seu redor; exemplo disso está no seu modo alimentar, muito simples, reduzido a três repletas refeições diárias à base de arroz, mandioca, farofa, feijão, carne em abundância, peixe a vontade, e verduras raramente. A primeira refeição, feita ao amanhecer, o que chamam de quebra-torto, e para passar o dia trabalhando no campo, o peão leva a matula. E o tereré, tomado antes do almoço e no meio da tarde.

Outra peculiaridade do peão que o caracteriza como um homem simples, são suas receitas medicinais como: melado de aroeira, sendo excelente para torções e fraturas, gordura de sucuri tira bronquite, entre outros.

O pantaneiro, no passado dizia-se que era o caboclo ou mestiço, filho de branco com índio, de cabelos lisos, cor acobreada, queimado de sol e habitante da região do Pantanal, mas não existe um estudo científico e comprovado sobre sua sociedade, costumes e hábitos, o que ocorre, são pesquisas e levantamentos sobre seu habitat e suas peculiaridades, habitando num mundo, onde as condições são ímpares, seja ele pantaneiro, peão, morador da cidade ou mesmo o fazendeiro, integrado a tudo que o rodeia.

É um homem simples, calmo, resistente, acostumado ao sertão, e a solidão, se alimenta do que colhe, planta ou cria, também de peixes tão abundante na região, frutas silvestres e raízes.

O pantaneiro é um conhecedor de plantas e mantém com elas um relacionamento diário. Para orientação e locomoção no Pantanal, ele observa como marco uma piúva ou um capão que, ao recém-chegado, parece igual a centenas de outras; onde tem, caeté, o carro atola. Onde tem embaúba, dá bom poço; onde tem acuri, pode ter porco. Quando a fome ou a sede aperta, várias frutas nativas podem amenizar a dura jornada: ananás, araça, ariticum, bocaiúva, cabrito, cajuzinho, etc.

O trabalho no campo exige do pantaneiro habilidade e grande resistência, para passar grande parte do dia em cima das montarias. Os arreios sofreram modificações ao longo do tempo, como o acolchoado que antes era de capim passou mais tarde para pele de animal, e assim várias outras indumentárias foram mudando com o tempo.

Fonte: O Pantaneiro (Jornal de Aquidauana -MS)

http://www.pantanalms.tur.br/habitats.htm

Ibama fecha carvoaria em terra indígena no Pantanal

30/11/07

Operação realizada esta semana pelo Ibama, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e DRT (Delegacia Regional do Trabalho) constatou que um temor antecipado pelos ambientalistas há mais de um ano se concretizou: a instalação de carvoarias em pleno Pantanal e, mais grave ainda, em uma área indígena, a reserva Cadiuéu, para fornecer material à MMX, empresa do ramo siderúrgico inaugurada este ano em Corumbá.

Quarenta fornos foram encontrados no local, na fazenda Nabileque, cujo propripetário disputa na Justiça a posse da área, demarcada como indígena, conforme o Campo Grande News apurou. Também foram aprendidas 12 motosserras e constatado o desmatamento de 900 hectares, ainda de acordo com a apuração. Haveria uma autorização para a atividade, em âmbito estadual, que para o Ibama não tem validade, pois em terra indígena não pode haver este tipo de manejo.

As equipes responsáveis pela operação, denominada Ouro Negro, aplicaram multa ao dono da área e também ao responsável pela carvoaria, além de apreender o material encontrado. O flagrante mais recente foi feito anteontem, embora o trabalho de investigação tenha começado em 2006, após denúncias dos índios que vivem na região de que estavia havendo a retirada de vegetação.

Localizada próximo à entrada da Serrada da Bodoquena, a área em desmatamento fica num trecho cuja preservação é considerada de extrema importância, por se tratar de um fragmento florestal de transição, com espécies da Mata Atlância, do Cerrado e do Pantanal.

Acordo descumprido - Além das irregularidades ambientais flagradas, a existência da carvoaria também indica que a MMX pode estar descumprindo o acordo firmado com o MPE (Ministério Público Estadual) no ano passado, segundo o qual a unidade de Corumbá não usaria carvão proveniente de novos desmatamentos, tampouco da vegetação pantaneira e de municípios que ficam na região da Serra da Bodoquena.

Conforme o Campo Grande News apurou a atividade ilegal foi confirmada por perícia da Polícia Federal. O resultado da fiscalização foi comunicado ao MPE e também ao MPF (Ministério Público Federal), que havia movido ação na justiça federal em que manifestava preocupação com a origem do carvão vegetal que seria usado pela MMX.

No processo, o MPF tentou derrubar o licenciamento ambiental conseguido na esfera estadual pela MMX para a operação da unidade em Corumbá, que por enquanto produz ferro-gusa, e planeja produzir aço no futuro. O pedido foi negado e o caso hoje tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: Campo Grande News

http://www.portalbonito.com.br/cultura/noticias_ler.asp?id=12000